31
Ago 10
31
Ago 10

Agora!

Os dias passam e muitas vezes a nossa cabeça parece não acompanhar, talvez pela incapacidade de viver tantas coisas ao mesmo tempo.

 

Sim, deduzo facilmente pela minha vida, que não tenho capacidade para manter muita informação no consciente o que a tornaria lúcida e clara aos meus olhos. Assim, sobrevivo com o facto de ter que reviver situações através dos meus olhos interiores e que muitas vezes tenho a dificuldade dos “normais” que é entender a mensagem.

 

Mas hoje, a mensagem desvelada e que me fica na memória mais viva é que de facto o tempo não apaga o que nos não queremos apagar, ou pelo menos, aquilo que mais tarde nos fará falta. Uma noção de sobrevivência mais forte que a nossa razão consciente, uma luta pela vida com sentido e que muitas vezes tenho a tendência de evitar.

 

Faz sentido a minha existência agora, existia muito tempo que não me sentia eu. Tempos em que me assustei por deixar de ser a pessoa pela qual o meu companheiro se tinha apaixonado, aquela que eu lhe mostrei nos bancos da faculdade, que ainda hoje os meus professores se recordam, uns com carinho e outros, ups! Com alguma relutância pois lembram-se do falhanço da domesticação.

 

Sou uma lutadora, eu quero ser assim! Sinto falta da abordagem de conquista, tenho sangue de navegador, tenho memórias de vontade, de coragem. Se bem que ganhei uma vantagem em relação aos meus opositores, aqueles que querem aniquilar o meu mapa-mundo para impor conteúdos, a capacidade de ouvir, a capacidade de sagaz de escutar o que está por detrás de algumas conjugação frásicas. Truque? Não há truque.

 

Por vezes as situações arrastam-se durante um certo tempo e nós temos tendência a adormecer. A pensar que já foram, já passaram. Mas os fantasmas que ficam mal curados voltam, tal qual uma ferida que expomos novamente ao tempo retirando a camada que as protege. E se agora eu vos disse-se que a melhor forma de curar é de facto tirar a crosta que dá a sensação de protecção, de controlo, de cura, mas que apenas faz demorar mais tempo a reconstrução da pele. Que é essa mesma crosta promotora de marcas profundas, de más cicatrizações. Pois é …, dúvidas? Perguntem ao primeiro médico que virem, que conhecerem, com que se cruzarem, se as palavras da fada vos parecem poucas.


Desta vez, a ferida abriu, sangra mas não dói. Sabendo eu que não tardará deixará de existir e nem marcas dela para o futuro, que apenas está à distância de segundos.


Feitiço bom e fácil é viver, agora, o momento!

publicado por Momento de Mudança às 10:48 | comentar | favorito
24
Ago 10
24
Ago 10

...

2º dia de treino quebrando a minha mais forte crença limitadora face a uma actividade desportiva.

Toda a minha existência acreditei que não gostava de correr, então não corria. Andava, caminhava mas não corria! O primeiro dia foi de coragem. Olhar para a frente e dizer eu chego lá. Eu chego lá. E por incrível que possa parecer, até as minhas mãos se deslocavam com as formas de uma verdadeira atleta…afinal eu sou uma verdadeira atleta! Correr pelo meio de nada sabe bem, parecendo que nada nos pode atrapalhar e o ar se desloca de forma a favorecer o sucesso.

Chovia levemente em Paredes de Coura e foi puro, sentindo o cheiro a terra molhada, a pureza de carácter, de sentido. Um silêncio que me puxava para continuar, descobri que gosto de correr sem música mas com a minha força, a minha intenção!

Hoje o sol brilhava e com tanta força que parecia que me queria levar, correndo para a desistência. Uma luta quase titânica em que a minha pequenez de existência quase não conseguia ultrapassar. Mas o que este inglório monstro não reconhecia era a minha escolha, a minha decisão, o meu foco e que isto tudo junto, tudo unido em mim, era mais forte do que tudo, do que nada e que o universo se iria atrofiar a meus pés.

Qual rainha das certezas, qual atleta de grandeza.

Era apenas eu, com uma com toda a certeza que iria atingir o meu objectivo.

Essa mesma, a intenção, é ultrapassar uma das minhas crenças limitadoras e conquistar a minha independência.

Eu chego lá, se é que ainda não cheguei!

publicado por Momento de Mudança às 20:04 | comentar | ver comentários (1) | favorito
17
Ago 10
17
Ago 10

Onde vejo fumo há fogo

Tenho dado conta que cada vez que vejo fumo, há fogo!


Esta realidade de dia para dia me causa mais ansiedade, mas para já não me transtorna. Até julgo que não a deixo por completo, porque me serve na hora da indignação pelo fogo posto.


Mas hoje guardei algum espaço mental para pensar no que poderá ser a intenção de quem coloca fogo nas florestas. E conversando com alguém que vem de uma zona que era sua na juventude, para onde podia ir brincar e tinha amigos que o deixavam pernoitar, hoje não encontra os mesmos amigos nas florestas interditas ao Homem porque são da humanidade. Que humanidade? (pergunta ele) Se aqueles que humanamente lá viviam foram postos de lá para fora. Eu decido aceitar esta sua abordagem como possível. E, então dou por mim a pensar: Será que a necessidade pode ser vivida através do atear do fogo. E que existem pessoas que por pobreza, por perda decidam que o atear fogo é uma decisão possível?


Então por partes:


1) existem realidades que eu não conheço;

2) existem intenções diferentes das minhas;

3) as acções são sempre antecipadas por uma escolha;

4) as escolhas são sempre boas se respeitarem a intenção;


Até aqui tudo parece funcionar, mas algo nesta receita não está ainda ligado. Pois, existe ainda a situação antiga e ainda vigente, “a minha liberdade acaba onde começa a do outro!” Certo, correcto diria melhor!


Vamos então introduzir um novo ingrediente: a ecologia da minha escolha, isto é até que ponto a minha escolha me respeita não só a mim como tudo que me rodeia. Introduzido este novo elemento a receita está completa:


5) as escolhas e acções devem ser ecológicas (respeitar-me e respeitar-te).


Assim, mesmo que algum dia uma má decisão administrativa tenha sido tomada, e que em si também não tenha respeitado a receita “aceitação das decisões do outro”, em nada obriga alguém a tomar uma escolha como possível como a de colocar em risco o meio ambiente e a vida de tantas pessoas.


As escolhas são feitas todos os dias por nós mesmo quando argumentamos que não decidimos (isso já é uma decisão), assim guarda a receita “Aceitação das decisões do outro” e olha para as tuas como se fosses outro e pergunta: Eu aceitaria esta escolha?


recomendo: www.pedrovieira.net

publicado por Momento de Mudança às 10:54 | comentar | favorito
10
Ago 10
10
Ago 10

Férias

Hoje foi dia de conversa de alinhamento!

 

As conversas são sempre positivas, mesmo se terminamos a dizer o que pensamos que não queríamos dizer...esta é uma expressão que oiço muito! Mas, afinal quem decide falar, dizer, quem promove no cérebro a imagem quem fundamental as tais palavras, as guardadas, as que não devem ser ditas.


Mas dia 10 de Agosto, pareceu-me um bom dia para realizar o alinhamento de expectativas das férias entre mim e a minha filha. Que queria estar longe, na praia, ou na piscina, mas está em casa comigo…não que ela tenha revelado alguma insatisfação imediata, mas eu fui notando a sua desilusão. E, como guardo a frase “os relacionamentos terminam por duas razões, e apenas duas: necessidades insatisfeitas ou âncoras negativas”, eu não queria que nenhum dos dois existisse entre mim e a minha princesa!


A conversa foi franca, forte e com muito amor à mistura! Entre beijos e abraços lá fomos encontrando o caminho que agradava às duas e criamos o compromisso de avançarmos com o nosso objectivo: Onde quer que estejamos fisicamente vamos divertir-nos muito. Para isso, vamos dormir bem, comer a comida toda, fazer pinturas e algumas asneiras!


O dia começou cedo, seriam umas 8h30 da manhã e logo com muita correria pela cidade para fazer todos os recados que tínhamos agendado…e depois gozar as cores da paleta de aguarelas, os cortes com a tesoura e ainda um boa sesta.


E assim, vamos caminhando no mês de Agosto, mês de férias para quem tem férias e de férias mesmo para quem trabalha….


Assim, o feitiço desta semana é como alinhar o que parece que não tem solução! Tirem a receita e apliquem muito e em todo o corpo.

 

publicado por Momento de Mudança às 21:46 | comentar | favorito
05
Ago 10
05
Ago 10

Um dia deixa de fazer sentido olhar para trás

Sentei-me, com um calor bom e um espaço em branco para escrever e pareceu-me bem escrever sobre o facto de ter escolhido a não possibilidade de o meu pescoço rodar. Sim, parece que se tornara impossível ver parte da minha omoplata. E até me dava algum prazer, pois acredito que tenho umas costas bonitas e essas têm inicio nos meus ombros.


Eu tinha 5 anos quando tive a minha festa de anos mais fantástica, estava num local que eu gostava, com muitos amigos e tinha uma montanha de prendas para abrir e lembro que me senti só. Isso, para mim, é bom! Eu preciso de espaço, de me sentir só, comigo! Um alinhamento que me auxilia a ouvir o meu respirar, o meu corpo e a respeita-lo enquanto meu. Talvez tenha sido nestes momentos que comecei apreciar olhar as minhas costas, até onde conseguia. Estava comigo e estar comigo satisfaz-me!


Aceito que muitas vezes choro pelo passado, por pensar que ele já não está cá. Mas a maior parte das vezes falo nele para me recordar das coisas que fiz e que gostei de fazer e me fazem ser o que eu sou! Ajudas ou desajudas no meu crescimento…eu acredito que tudo ajuda, pois tudo me construi.


Mas hoje é um dia em que eu decidi que as minhas costas já são bonitas e que tal fazer com que a minha barriga, o meu umbigo fossem igualmente bonitos. Olhar para a frente, fazer da minha frente o melhor de mim. Esta é a minha decisão, a minha tomada de posição.


Para que seja possível olhar à minha frente, não posso deixar de olhar as minhas costas, mas sem dúvida que o meu foco, o meu caminho vai passar pelo meu umbigo, pelo meu fazer, pelo meu gostar.


Assim, o feitiço desta semana é fazer com que o teu pescoço se vire até que vejas as tuas costas, mas até ao ponto necessário para que não te esqueças que tens frente, que tens futuro e que se não o vires ele vem igualmente.


As escolhas são sempre tuas, mesmo quando pensas que não escolhes.

publicado por Momento de Mudança às 22:25 | comentar | favorito