Decisões

Quando acordas à hora do costume, mas em 2 horas consegues fazer mais do que muitos dos outros dias consegues fazer em 4 horas, o que fazes com o tempo que te falta para deitar?

 

Esta questão é colocada hoje, na mesa de café. Porque exactamente hoje é um desses dias, que parece crescer, que parece durar há muito mas sem cansaço!

 

As respostas são várias: “Encontro algo para fazer de novo.”; “Adianto algumas tarefas que eram dos dias seguintes.”; “Deixo-me estar e aproveito para descansar”.

 

Nenhuma delas me pareceu bem nem mal, apenas uma decisão. Mas algumas delas, eu senti que facilmente eu conseguiria fazer o seu dono mudar de opinião. Talvez por não serem decisões consentidas, retiradas de muitos e grandes pensamentos ou talvez porque não alteravam em grande coisa o estado emocional daquela pessoa. Sendo no entanto que eu continuo a dizer que são decisões daquela pessoa, porque não decidir e já decidir. Confuso?


Vamos por partes: Numa primeira análise uma decisão é quando eu escolho algo, certo? Então mesmo quando eu não escolho, não estou a escolher não decidir? Correcto, esta é uma coisa certa. Assim, mesmo quando eu me escondo sobre “Eu bati-lhe, mas foi ele que me provocou”, o que eu revelo é que eu escolhi deixar-me provocar por aquela pessoa e decidi bater-lhe. Porque em bom rigor eu poderia ter feito muitas outras coisas, poderia não me sentir provocado, não ouvir, sair dali, sorrir e até brincar com a situação e tudo isso seria? Não me deixar provocar por aquela pessoa, logo a decisão está sempre do meu lado.

 

Esta realidade é provocadora, eu sei. E muitas vezes dolorosa, já experimentei a dor de querer não ter sido eu e ter que pedir desculpa, por afinal fui mesmo eu! Nem sempre é fácil, ser eu a responsável pelas minhas acções e sentir que se fui mal entendida, se não fui bem atendida naquele restaurante, se aquela pessoa não me sorriu, eu sou a responsável. Sou eu que se quero ser bem atendida, se quero que me sorriam, tenho que fazer algo de diferente!

 

Assim, hoje à mesa do café decidi que vou deixar estas horas correr e não olhar mais para o relógio, decidi ser eu a gozar este tempo.

 

O feitiço fantástico de Ser EU!

publicado por Momento de Mudança às 14:56 | comentar | favorito