Gratidão

Hoje é um dia especial, mais especial que os outros. A minha menina faz hoje 4 anos, nascida a 23 de Novembro às 19h45 de 2006.


Recordo o dia de forma muito intensa e a calma desse dia, quero promove-la hoje. Foi o primeiro dia do resto dos dias que vieram depois. Senti-me muito entregue ao desejo de ser mãe numa mistura de sentimento de falta, de vazio e de desejo que amar, de olhar de beijar!


Agarrada ao cordão umbilical, a minha menina ficou ali no meu colo, sem chorar, muito calma, com um rosto redondo, muito ela. Lembro que nessa noite choveu muito e um vento de assobiava, mas foi nessa mesma noite que o medo desapareceu, que deixei de me preocupar com o vento lá fora, a palavra tempestade não soou no meu cérebro naquele dia.


Surge agora! Em que muitas vezes sinto calafrios de medo, em que imagino situações cinematográficas e muito improváveis de acontecerem. Mas a minha menina é a minha menina e em muitos momentos eu escolho ficar alerta e outras, decido ficar em pânico!

Em alguns momentos as nossas decisões parecem fugir, parecem quase pouco nossas. E não é que são! Então o que faz com que em alguns momentos eu consiga decidir e produzir um resultado que me interessa e outros, a minha decisão desajuda uma resolução mais eficaz? Onde está a diferença?


Tenho para mim, que o estado em que estou promove esta alteração e a minha representação interna é logo alterada. Assim poderei afirmar que tanto posso alterar a minha representação interna (imagem que tenho do acontecimento) como posso instantaneamente alterar o meu estado (emoção, sentimento sobre a imagem desenvolvida) que promovo assim a possibilidade de uma decisão mais coerente com o que eu quero, busco, resultado que procuro.


Quantas vezes parece que andamos todo o dia zangados e tudo parece estar combinado para que tal aconteça e permaneça? Quantas vezes gritamos, e parece que toda a gente grita connosco?


Tenho a noção que algumas vezes isto me aconteceu e em várias situações eu tinha tendência a procurar motivos nos outros, naqueles que estavam fora de mim…mas a minha dúvida persistia, como poderiam eles entrar na minha cabeça e promover essa situação! Claro, seria difícil que tal acontece-se, certo? Assim, olhamos para dentro e ups, sou eu! Sou eu!


A minha menina, uma menina pequena de apenas 4 anos, fez com que eu me visse muitas vezes. Quando me repete, quando me imita e que quero agradecer-lhe, hoje, por me dar o feedback mais poderoso, mais intenso de todos! Obrigada minha linda J

publicado por Momento de Mudança às 14:18 | comentar | favorito