Criatividade...procura-se

Por estes dias tenho chegado algumas vezes ao pensamento sobre o processo criativo e o que ele promove nas relações humanas.

Podemos entender que os comportamentos tendencialmente relacionados com o processo criativo, em potência, serão comportamentos que se definem como efusivos, emocionais, com uma linguagem própria e uma ligação entre percepções distintas das normalizadas.


Ser criativo, acredito eu, é percepcionar um facto externo de forma mais flexível estabelecendo uma nova percepção e desenvolver um novo significado sobre esse mesmo facto externo.


A verdadeira viagem do descobrimento não consiste na procura de novas paisagens, mas em ter novos olhos. (James L. Adams).


Assim, esta premissa fomenta aquilo a que chamamos paradigma de uma forma inequívoca. E este paradigma desenvolve regras e estruturas para o exterior. Estas regras e estruturas baseadas nas perspectivas desenvolvidas, de uma forma simplista, são em si uma realidade para quem as vive. Uma forma de ver o mundo!


Muitas vezes, encontramos o desencontro entre paradigmas que produzem confronto pela obtenção da verdade. Pois as pessoas mais criativas desenvolvem olhares através da regra da flexibilidade, o imaginar que…, e a criação constante de possibilidades através das emoções. Poderá este processo ser “estranho” para quem produz baseado na lógica, nas probabilidades e no contexto da razão. E quem produz melhor resultado? Sinceramente, não sei! Vejo, é, que estes processos de criação de diferentes paradigmas, são em si processos criativos, com regras de procura de fundamento distintos. A ciência não sobreviveria se não existisse no processo científico a criatividade, e o processo artístico não sobrevivia sem conhecimentos científicos. Que seria de Picasso se não conhecesse a reacção das suas pintas à água, se não conhecesse o processo químico da criação de gesso?


Reconheço que muitas vezes a tentativa de entender as mentes mais criativas, poderá tornar-se um processo dramático e que ruma muitas vezes aos estados de frustração. Parece que sempre que lá chegamos estas mentes já estão num outro caminho ou dois passos à frente. Talvez, e porque não! Em vez de tentar entender, aprender a fazer…a criar e deixar que algumas vezes o sentido imediato desvaneça e a razão aparente fique para depois. Tenho tendência a acreditar nos processos criativos para com mais flexibilidade olhar o mundo, e isso sou apenas eu!


Dos momentos que tenho passado com crianças e adolescente, poderei deixar um feitiço que uso algumas vezes: Imagina que….ele tem razão! Imagina que…esta ideia poderá ser o futuro! Imagina que…ele sabe o que faz! Imagina que os somos todos adolescentes! Imagina que querem o melhor para mim! Imagina que ….

 

publicado por Momento de Mudança às 14:27 | comentar | favorito